“Patriotismo Brasilês Morreu...?” (por José Carlos Bortoloti)

04/09/2014 21:24

- Independência? Sorte?... Ou Pátria Amada! –

 

“... Aqui têm a minha abdicação. Estimarei que felizes.

Retiro-me para Europa e deixo um país que

sempre amei e que amo ainda...!”

 

D. Pedro I – 4 de Abril de 1831

 

                          Uma das semanas da pátria, junto às ultimas já contabilizadas, mais tristes para a história do que podemos chamar de povo  brasilês.

Por quê?

Nada. Sim absolutamente nada. Um ano perdido. Inóspito. Triste. Não vivido com o civismo merecido e devido a tantos verdadeiros “guerreiros” alguns de armas outros de intelecto que este país já teve.

Eles estão na história. Fizeram história. E nós?

Estamos ai... Sobrevivendo... Esperando...

                          Somos uma geração da infeliz “lei de Gerson”. Pobre atleta brasilês ao fazer aquele “comercial” para televisão. Deve estar até hoje, onde estiver, arrependidíssimo.

E o pior: Uma semana da pátria a um mês de uma das piores eleições que já poderíamos ter tido em toda história.

                          Na década de 60 fomos salvos do “comunismo”, por um chamado “golpe”.

Ah, bendito “golpe” que nos livrou do que estamos vivendo na ultima década.

                          Uma (des) educação como nunca antes vista. Um nível de desinformação somente comparado ao que os Nazistas faziam durante a segunda grande guerra mundial.

                         Tudo entregue a ‘“coisificação” a uma espécie de “normose” (termo utilizado em obra por Jean-Yves Lelloup) insolvente.

                       Sim o cenário político tão mostrado por verdadeiros escritores, alguns utilizando blogs – e erroneamente chamado de blogueiros –. Não estes são verdadeiros patriotas pensando e batalhando, intelectualmente para levar ao máximo o nível de informação via a Rede Mundial de Computadores. Só para citar alguns e não desmerecer outros em mesmo nível que não lembrarei: Gaud Torquato, Mestre Miranda Sá  e Ossami Sakamori (os quais tenho a maior admiração) Carlos Barbosa.

                        Antônio Figueiredo que utiliza crônicas históricas ricamente vividas, presenciadas, testemunhadas e informa uma geração desinformada de absolutamente tudo.

                           Neste período emblemático da história recente de nossa amada pátria, estamos nos tornando (mais um adjetivo brasilês) “O umbigo do mundo”.

Sim só olhamos para nosso umbigo

                          Esforçamo-nos junto com outros grandes intelectos para mostrar a várias gerações através de sítios de grandes visualizações, blogs, postagens quase diárias, muito mais vistas, visitadas, lidas e comentadas do que muitos veículos ditos de “imprensa” e concessões governamentais.

Nicolló Maquiavelli pensador e uma espécie de consultor dos grandes governantes do século XIV  deixou escrito:

 

‘Há três espécies de cérebros: uns entendem por si próprios; os outros discernem o que os primeiros entendem; e os terceiros não entendem nem por si próprios nem pelos outros; os primeiros são excelentíssimos; os segundos excelentes; e os terceiros totalmente inúteis”.

 

                       Nestes períodos de Foro de São Paulo, realizado no final e Agosto em La Paz – Bolívia, após um fracassado período de Copa do Mundo, de encontro dos BRINCs – uma espécie de “Banquinho montado por paisinhos metidos a alguma coisa”, com chefetes metidos a ditadorzinhos de quinta categoria, somente vistos em séculos passados ou em países muito atrasados culturalmente como na tão usurpada África e naquela “coisa” que se transformou Cuba com um chefete revolucionário metido a Rei – Tudo para Ele nada para o Povo -.

                        E estamos indo para uma eleição de um lado comandado por este tal “foro do mal”, e por outro lado patrocinado pelo Clube de Bildeberg.

Esquerda? Direita? Não sabemos o que é isso no Brasil.

                       Nem lembramos que somos uma República, por que nos lembraríamos de atos políticos importantes para nossa organização como povo?

                            Fora disso esquecemos nossos valores mais primorosos e em os sendo, transforma-se em primordiais a cultura de um patriotismo o Civismo.

Mas o que é realmente Civismo?

                              O termo civismo refere-se a atitudes e comportamentos que diariamente manifestam os cidadãos na defesa de certos valores e práticas assumidas como os deveres fundamentais para a vida coletiva, visando a preservar a sua harmonia e melhorar o bem estar de todos. Mais especificamente, o civismo consiste no respeito aos valores, às instituições e às práticas especificamente políticas. Dessa forma, o civismo é uma questão de cultura política e de filosofia política.

                              Temos um “Estatuto de Povo”, muito bem estruturado, até com “coisificação” exagerada. Poderia ser mais simplificada para sua utilização e prática que é nossa Constituição Federal da República Federativa do Brasil. Nossa CF.

Mas para que ele serve?

                           Na ultima década para ser realmente “pisoteada”, idiotizada por pseudos e “ditos partidos”. Estão tão partidos, tão picotados que nada sobra além de seus próprios interesses. Estes sim meramente fisiológicos e antipatrióticos.

                               Nossas instituições também foram “enlameadas”. Nosso dito Congresso Federal, tanto Câmara como Senado, viram centro de “negociatas” fisiológicas.

E o pior: Nossa mais alta câmara de Justiça, nosso tão respeitado Supremo Tribunal Federal – STF – parece ser o primeiro a “pisotear” nossa amada constituição de nossa amadíssima pátria.

Interesse Nacional? Não sabemos mais o que é isso. Somente interesses particulares, Completa ausência de bom senso (algo que para os gregos era uma espécie de virtude inata ao ser).

                          Eurípedes, um dos filósofos gregos, pré-socráticos afirmava: “Aqueles a quem os deuses querem destruir, primeiro, deixam-no louco...!”.

                          Parecem estar copiando o filósofo. Mas certifico-me além de não ficar, seguir grandes pensadores brasileses da atualidade, trocarmos informação e poder informar ao máximo possível toda uma geração sobre o que estão reavaliando de bom ou não em nosso amado país.

Estamos, infelizmente, em um período crítico.

SALVEM O BRASIL ou SALMVEM-SE DO BRASIL.

                     Como entristece-me fazer esta citação em um período tão importante que compreende as comemorações de nossa independência (cada vez mais dependente de acéfalos) e da comemoração de nossa República, tão vilipendiada por falsos brasileses e aproveitadores. Mesquinhos seres que parece mais “seres rastejantes” em meio à convivência de um povo tão amado.

Um período triste de nossa história.

Mas, não desisto. Afinal Pensar não dói.

 

 

Entendimentos & Compreensões

Percepções de um Brasil Triste.

 

 

José Carlos Bortoloti é jornalista, professor de Comunicação, assina o blog E Pensar Não Dói e colabora com o Caderno de Educação