A PRISÃO DE GUANTÁNAMO, UMA MANCHA NA HISTÓRIA AMERICANA

02/05/2013 10:21

    Em sua primeira campanha para ser presidente dos Estados Unidos, em 2008, Barack Obama não fazia questão de esconder. Os Estados Unidos tinham que fechar a prisão de Guantánamo. Vergonha, ilegalidade, afronta aos direitos humanos são palavras e expressões utilizadas para definir o local, sem dúvida, uma mancha na história americana.

    Na sua segunda campanha eleitoral, ano passado, Barack Obama continuou prometendo o fechamento da prisão. O fato é que passou a primeira campanha, a posse e o primeiro mandato de quatro anos... e nada. Já se foram quatro meses do segundo mandato, conquistado às duras penas, mas ainda nada foi feito. O que se vê é o presidente repetindo que vai fechar Guantánamo. Quando? Não de sabe.

    Para o jornal norte-americano, New York Times, Guantánamo zomba dos padrões americanos de justiça. Isso porque são mantidos presos sem acusações e sem o direito a julgamento, uma grave violação dos direitos humanos, reconhecida, lembramos mais uma vez, pelo próprio Obama.

    A PRISÃO

    O Campo de Detenção da Baía de Guantánamo é uma prisão militar dos Estados Unidos, parte integrante da base naval de Guantánamo, na província de mesmo nome, na ilha de Cuba.

    Não é difícil a gente ficar em dúvida. Mas como existe essa prisão em Cuba se os dois países não mantém relações? É histórico o embargo americano à ilha de Fidel Castro.

    Acontece que em 1903, os Estados Unidos assinaram com Cuba um arrendamento perpétuo de 116 quilômetros quadrados de terra na baía de Guantánamo. O motivo da utilização dessa área seria a mineração e operações navais.

    Em 1942 talvez tenha acontecido o fato que gerou o Campo de Detenção definitivamente. Por ocasião do ataque japonês à base de Pearl Harbor, o presidente Franklin Roosevelt assinou um decreto que autorizava a prisão de norte-americanos com origem japonesa naquele local.

    A história americana com o Vietnã, mais tarde com os ataques de 11 de setembro, fizeram piorar e dificultar qualquer intenção de acabar com essa prisão. Tanto que é comum que os americanos (opinião pública) aceitem Guantánamo devido aos traumas causados pelo terrorismo.

    Hoje existem 166 prisioneiros em Guantánamo. Muitos estão há mais de 11 anos sem julgamento e sem que se explique e divulgue do que são acusados, uma grave afronta aos direitos humanos.

    O próprio presidente Barack Obama lista uma série de fatos negativos gerados pela prisão. Para ele, Guantánamo é cara e ineficiente, prejudica a imagem internacional dos Estados Unidos, reduz os esforços dos aliados em ações contra o terrorismo, além de, lógico, contrariar o que os Estados Unidos defendem como nação.

    Obama ainda não informou, nos seus quatro anos e quatro meses de mandato, o que pretende fazer com os presos que ali estão, sem direito à defesa. Serão transferidos para outras prisões e sofrerão processos normais, com direito à defesa e tudo mais? Serão apenas transferidos? Serão libertados com base em falta de provas?

    A maioria dos prisioneiros está em greve de fome. Estima-se que cerca de 130 dos 166 estejam protestando para que o presidente Obama tome uma decisão, em conjunto com o Congresso americano, definitiva.

 

    Veja os documentários abaixo. Um está em espanhol e outro em italiano, mas dá para ver e saber um pouco mais sobre Guantánamo.

 

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