A PRISÃO DE GUANTÁNAMO, UMA MANCHA NA HISTÓRIA AMERICANA

Em sua primeira campanha para ser presidente dos Estados Unidos, em 2008, Barack Obama não fazia questão de esconder. Os Estados Unidos tinham que fechar a prisão de Guantánamo. Vergonha, ilegalidade, afronta aos direitos humanos são palavras e expressões utilizadas para definir o local, sem dúvida, uma mancha na história americana.
Na sua segunda campanha eleitoral, ano passado, Barack Obama continuou prometendo o fechamento da prisão. O fato é que passou a primeira campanha, a posse e o primeiro mandato de quatro anos... e nada. Já se foram quatro meses do segundo mandato, conquistado às duras penas, mas ainda nada foi feito. O que se vê é o presidente repetindo que vai fechar Guantánamo. Quando? Não de sabe.
Para o jornal norte-americano, New York Times, Guantánamo zomba dos padrões americanos de justiça. Isso porque são mantidos presos sem acusações e sem o direito a julgamento, uma grave violação dos direitos humanos, reconhecida, lembramos mais uma vez, pelo próprio Obama.
A PRISÃO
O Campo de Detenção da Baía de Guantánamo é uma prisão militar dos Estados Unidos, parte integrante da base naval de Guantánamo, na província de mesmo nome, na ilha de Cuba.
Não é difícil a gente ficar em dúvida. Mas como existe essa prisão em Cuba se os dois países não mantém relações? É histórico o embargo americano à ilha de Fidel Castro.
Acontece que em 1903, os Estados Unidos assinaram com Cuba um arrendamento perpétuo de 116 quilômetros quadrados de terra na baía de Guantánamo. O motivo da utilização dessa área seria a mineração e operações navais.
Em 1942 talvez tenha acontecido o fato que gerou o Campo de Detenção definitivamente. Por ocasião do ataque japonês à base de Pearl Harbor, o presidente Franklin Roosevelt assinou um decreto que autorizava a prisão de norte-americanos com origem japonesa naquele local.
A história americana com o Vietnã, mais tarde com os ataques de 11 de setembro, fizeram piorar e dificultar qualquer intenção de acabar com essa prisão. Tanto que é comum que os americanos (opinião pública) aceitem Guantánamo devido aos traumas causados pelo terrorismo.
Hoje existem 166 prisioneiros em Guantánamo. Muitos estão há mais de 11 anos sem julgamento e sem que se explique e divulgue do que são acusados, uma grave afronta aos direitos humanos.
O próprio presidente Barack Obama lista uma série de fatos negativos gerados pela prisão. Para ele, Guantánamo é cara e ineficiente, prejudica a imagem internacional dos Estados Unidos, reduz os esforços dos aliados em ações contra o terrorismo, além de, lógico, contrariar o que os Estados Unidos defendem como nação.
Obama ainda não informou, nos seus quatro anos e quatro meses de mandato, o que pretende fazer com os presos que ali estão, sem direito à defesa. Serão transferidos para outras prisões e sofrerão processos normais, com direito à defesa e tudo mais? Serão apenas transferidos? Serão libertados com base em falta de provas?
A maioria dos prisioneiros está em greve de fome. Estima-se que cerca de 130 dos 166 estejam protestando para que o presidente Obama tome uma decisão, em conjunto com o Congresso americano, definitiva.
Veja os documentários abaixo. Um está em espanhol e outro em italiano, mas dá para ver e saber um pouco mais sobre Guantánamo.
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