AH, LIAH!

Alguém pode ter o mínimo de sossego com uma irmã como a Liah? Não há condições.
Eu e o Ricardo levantamos cedo e planejamos descer na cidade até a hora do almoço para dar uma olhada... nas meninas. À noite o meu tio não deixa ele sair com o carro.
Tudo bem, tudo tranquilo. Praça. Point da cidade. As meninas começando a sair, bater papo, grupinhos se formando. Tinha uma apresentação desses teatros de rua. Muito bom. Isso acabou atraindo pessoas e a gente começou a conversar.
Natália e Priscila. São de São José dos Campos. Legal. Vão ficar até amanhã, poderão voltar no Natal. Facebook, celular e... Liah. Putz.
E não é que a louca apareceu gritando com a Renata a tiracolo? Ei, ei, ei. Mandei ela ir tomar... suco de caju. Mandei mesmo.
O que ela tinha que fazer ali? Falou com meu pai? Pô meu tio também é foda. Caiu na dela.
A Renata não sabia o que estava fazendo ali. Falou umas coisas que não entendemos, isso quando a Liah deixava. “Vamos Liah”. “Você viu mesmo o volume 2?” A Liah nem respondia. Que coisa... Enrolou a Renata direitinho. Deve ter prometido alguma coisa.
Tivemos que desistir, temporariamente, da Natália e Priscila. “Ele é meu irmão”. “Meu primo”. “Estamos atrasados para o almoço”. E por aí foi, nesse tom.
Mesmo assim tínhamos o telefone das duas. À noite não dava. Tentamos à tarde. Nos encontramos novamente. Mesmo lugar, sem a Liah!
Papo daqui, papo dali... Se fosse de noite a gente ficava...
De repente...
“Nat, Nat, Nat...”. Um pirralho correndo...
O irmão mais novo da Natália. Nãããããããão.
Peguei a síndrome do irmão chato. Incrível.
Fiquei louco, não aguentava mais aquele moleque falando que o pai deles comprou um jogo, que vai fazer isso, que é para ela ir... Cala a boca!
Liah... cadê você?
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