NAMORO RETRÔ

Papi conversou comigo. Finalmente em outro clima.
_ Liah, eu amo você. Quero que só aconteçam coisas boas na sua vida.
_ Eu sei, pai.
_ Por isso, quando vi aquela foto da sua amiga, no colo de um garoto, poucas luzes, parecendo uma boate, você sozinha em Porto Seguro, o que você quer que eu pense?
_ As piores coisas. Você tem razão.
_ Abro o Facebook e vejo uma cena daquelas. Sabe o que eu estava esperando?
_ O que?
_ A sua foto. Pensei, puxa vida, se ela está nessa excursão e todo mundo está fazendo isso, já, já vai aparecer a foto da minha filha. Qual pai gostaria disso?
_ Nenhum.
_ Então, claro que fiquei chateado e preocupado. Mas, peço desculpas de não ter deixado você falar quando chegou, no aeroporto.
Eu comecei a chorar. Meu pai estava falando comigo de uma forma muito legal, adulta, olho no olho.
_ Eu queria explicar, pai.
Chorava mais ainda.
_ Não conseguia ouvir nada.
Nesse momento ele me abraçou.
_ Liah, eu sei que você está namorando, mas desse jeito eu não gosto.
_ Que jeito?
_ Meio escondido. Quero que você traga o menino aqui. Como é o nome dele?
_ Rodrigo.
_ Isso, traga o Rodrigo aqui para a gente conversar, conhecer melhor.
Namoro retrô?
Não falo que o Rodrigo deveria ser filho do meu pai? É valsa de um lado e permissão para namorar do outro.
E o pior é que o Rodrigo vai adorar isso.
#NamoroRetrô
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