POR QUE ERRAMOS TANTO? (por José Carlos Bortoloti)

14/11/2013 12:33

“.... Um dia você aprende que errar é humano, que aprender é necessário, que correr risco é inevitável chorar é natural ser feliz é consequência.

Então um dia você aprende que suas escolhas fazem sua vida…!”

 

Diana S. Santana

 

            Muitos remeteram mensagens sobre Brasileses e ternamente (do Hino Nacional Brasiles), como se estivessem descobrindo a América.

           Não os condeno. Condeno um governo que não se preocupa com a educação de nossas crianças. Assim levamos os “erros”, estes sim, eternamente.

            Richard Bach afirmava: "Aquilo que você mais sabe ensinar, é aquilo que você mais precisa aprender.!"

Sábio Ele.

            Mas vejam o que o tal de popular nos faz “engolir” repetir, exaustivamente, como se fosse o correto.

Portanto, de uma vez por toda, por favor, Não erre mais. Manifeste sua brasilidade mostrando uma cultura querida e amada.

    Você já deve ter ouvido, quem tem um pouco mais de idade, em sua casa frases como:

          Não cure cobreiros, que eles são ninhos de cobras; prefira cobrelos (ê)!

          Não use remédios para entressol ou intersol; cure logo o terçol!

          Não ligue a televisão; ligue o televisor. (afinal da Televisão é a emissora).

         Não exija nada a domicilio; prefira tudo em domicílio, é muitíssimo melhor!

         Mas também você ouve, a todo momento, no seu trabalho, frases, digamos, pitoresca,  mas com sentido completamente errôneo. Como por exemplo:

          Veja tudo em nível de empresa; jamais a nível social; A nível leva o idioma à falência! (afinal você não é termômetro).

   Deixe os papeis anexos, as fotos anexas; ou os papeis e as fotos em anexo;

         A invés (contrariamente a ) de prejuízo, obtenha apenas lucro. Em vez (no lugar de) do secretário, faça você mesmo o balancete final. É mais seguro.

         O lucro virá ao encontro (favoravelmente a ) de seus interesses; o prejuízo, por conseguinte, virá de encontro (contrariamente a) a eles.

         Veja os resultados da operação à página quinze, ou na página quinze, ou ainda, a páginas quinze e dezesseis.

        Para quem estranhou Brasiles e "ternamente" certamente, vai se espantar em ter repetido, inúmeras vezes frases como  as acima. Tal como um robô.

         E para finalizar o mais popular dos adágios:

        Batatinha quando nasce se esparrama pelo chão. Erradiíssimo.

        Onde você já viu batatinha se espalhar?

        Quando o correto criado pelo autor em um romance, foi:

        “Batatinha quando nasce espalha a rama pelo chão...!”

       De nossos ditos populares, os quais respeito muito assim como os regionalismos, está em buscar, em sala de aula,  com o professor, como se comunicar melhor e acertadamente, respeitando assim o idioma pátrio. Este sim um símbolo a ser reverenciado,

         Pensar Não dói.. Já falar erradamente dói... E muito. No ouvido de quem sabe

        Tenham uma feliz semana, pois como dizia Freud: Palavras são como fazer amor...

 

        José Carlos Bortoloti é jornalista, professor de Comunicação, assina o blog E Pensar Não Dói e escreve às quintas-feiras no  "Diálogos do Caderno" 

Tópico: POR QUE ERRAMOS TANTO? (por José Carlos Bortoloti)

Por que erramos tanto?

AnjoNpi | 15/11/2013

Ótima pergunta, ótima resposta: buscar em sala de aula, com o professor. Vale lembrar que ensinar o correto falar para quem aprendeu em casa, ou nas ruas, significa desestruturar um aprendizado já fixado... Nossas escolas,ah, nossas Escolas!

Por que erramos tanto?

Adalberto Day | 14/11/2013

Parabéns professor Bortoloti por mais este texto onde podemos fazer uma reflexão.
Adalberto Day cientista social e pesquisador da história.