Ótima pergunta, ótima resposta: buscar em sala de aula, com o professor. Vale lembrar que ensinar o correto falar para quem aprendeu em casa, ou nas ruas, significa desestruturar um aprendizado já fixado... Nossas escolas,ah, nossas Escolas!
POR QUE ERRAMOS TANTO? (por José Carlos Bortoloti)

“.... Um dia você aprende que errar é humano, que aprender é necessário, que correr risco é inevitável chorar é natural ser feliz é consequência.
Então um dia você aprende que suas escolhas fazem sua vida…!”
Muitos remeteram mensagens sobre Brasileses e ternamente (do Hino Nacional Brasiles), como se estivessem descobrindo a América.
Não os condeno. Condeno um governo que não se preocupa com a educação de nossas crianças. Assim levamos os “erros”, estes sim, eternamente.
Richard Bach afirmava: "Aquilo que você mais sabe ensinar, é aquilo que você mais precisa aprender.!"
Sábio Ele.
Mas vejam o que o tal de popular nos faz “engolir” repetir, exaustivamente, como se fosse o correto.
Portanto, de uma vez por toda, por favor, Não erre mais. Manifeste sua brasilidade mostrando uma cultura querida e amada.
Você já deve ter ouvido, quem tem um pouco mais de idade, em sua casa frases como:
Não cure cobreiros, que eles são ninhos de cobras; prefira cobrelos (ê)!
Não use remédios para entressol ou intersol; cure logo o terçol!
Não ligue a televisão; ligue o televisor. (afinal da Televisão é a emissora).
Não exija nada a domicilio; prefira tudo em domicílio, é muitíssimo melhor!
Mas também você ouve, a todo momento, no seu trabalho, frases, digamos, pitoresca, mas com sentido completamente errôneo. Como por exemplo:
Veja tudo em nível de empresa; jamais a nível social; A nível leva o idioma à falência! (afinal você não é termômetro).
Deixe os papeis anexos, as fotos anexas; ou os papeis e as fotos em anexo;
A invés (contrariamente a ) de prejuízo, obtenha apenas lucro. Em vez (no lugar de) do secretário, faça você mesmo o balancete final. É mais seguro.
O lucro virá ao encontro (favoravelmente a ) de seus interesses; o prejuízo, por conseguinte, virá de encontro (contrariamente a) a eles.
Veja os resultados da operação à página quinze, ou na página quinze, ou ainda, a páginas quinze e dezesseis.
Para quem estranhou Brasiles e "ternamente" certamente, vai se espantar em ter repetido, inúmeras vezes frases como as acima. Tal como um robô.
E para finalizar o mais popular dos adágios:
Batatinha quando nasce se esparrama pelo chão. Erradiíssimo.
Onde você já viu batatinha se espalhar?
Quando o correto criado pelo autor em um romance, foi:
“Batatinha quando nasce espalha a rama pelo chão...!”
De nossos ditos populares, os quais respeito muito assim como os regionalismos, está em buscar, em sala de aula, com o professor, como se comunicar melhor e acertadamente, respeitando assim o idioma pátrio. Este sim um símbolo a ser reverenciado,
Pensar Não dói.. Já falar erradamente dói... E muito. No ouvido de quem sabe
Tenham uma feliz semana, pois como dizia Freud: Palavras são como fazer amor...
José Carlos Bortoloti é jornalista, professor de Comunicação, assina o blog E Pensar Não Dói e escreve às quintas-feiras no "Diálogos do Caderno"
Tópico: POR QUE ERRAMOS TANTO? (por José Carlos Bortoloti)
Por que erramos tanto?
AnjoNpi | 15/11/2013
Por que erramos tanto?
Adalberto Day | 14/11/2013
Parabéns professor Bortoloti por mais este texto onde podemos fazer uma reflexão.
Adalberto Day cientista social e pesquisador da história.