PSICOPEGAGOGO É PROFISSIONAL PRÓXIMO A ESTUDANTES

Os primeiros contatos dos estudantes com a psicologia em geral se dá através do psicopedagogo. É na escola, com as primeiras dificuldades de aprendizado, que esse profissional se torna uma mão amiga.
A psicopedagogia é uma especialização, por isso há pedagogos e psicólogos que atuam na área, mas com certeza é um profissional cada vez mais valorizado na área educacional, desde a infância até já na fase adulta, e especialmente na época de decisão da carreira.
É comum a presença de estudantes na fase pré-vestibular ou cursando a universidade em consultórios, em busca de ajuda para estudar ou definir a carreira, por isso a série Profissão Psicologia incluiu também a psicopedagogia.
Karla Lopes Carvalho, 33 anos, atua como psicopedagoga no Rio de Janeiro, e na entrevista a seguir explica muito bem sobre essa profissão que tem sido cada vez mais reconhecida.

Caderno de Educação - Como decidiu seguir a carreira de psicopedagoga?
Karla Carvalho - Sempre gostei de trabalhar com crianças e senti necessidade de me especializar e poder ajudar crianças com dificuldades de aprendizagem.
CE – Você já sabia que área seguir na psicopedagogia, com que vertente trabalhar? Houve influência de outras pessoas: professores, familiares?
Karla Carvalho - Sim, escolhi direcionar meu trabalho para crianças, pois é o grupo no qual mais gosto de trabalhar. Não houve influência.
CE – O que mais você gosta na sua profissão? Em algum momento pensou em mudar de área?
Karla Carvalho - O que mais gosto é ver a criança conseguir superar suas dificuldades e descobrir prazer em aprender.
CE – Psicopedagogia tem várias áreas de atuação? Como identificar em que área trabalhar. Como o estágio influencia nessa decisão?
Karla Carvalho - Sim, a identificação poderá ocorrer durante a práxis ou estudos de casos. O estágio é o momento onde o estudante pode atuar nas diversas áreas e escolher a que mais se identificar.
CE – Qual o conselho que você dá para quem está pensando em seguir a carreira? Que aptidões são necessárias?
Karla Carvalho - O primeiro passo é que goste da área de educação, que tenha vontade de ajudar as pessoas a identificarem e superarem suas dificuldades de aprendizagem. Ter paciência e amor pelo o que se propor a fazer.
CE – O que é preciso para ser um bom psicopedagogo?
Karla Carvalho - Ter compromisso e ética, entender que deve estar disposto a ouvir mais do que falar, a escuta é um dos requisitos primordiais nessa área. E guardar para si tudo o que é ouvido dentro do consultório/espaço, sigilo também é outro requisito fundamental.
CE – Quais segmentos da psicopedagogia estão em ascensão hoje? Qual mercado de trabalho o recém formado pode almejar?
Karla Carvalho - Hoje temos a institucional, clínica e hospitalar. O mercado de trabalho hoje mais visado é a clínica.
CE – Em contato com estudantes diariamente, nós percebemos que é grande a quantidade de alunos que tem dúvidas sobre que carreira seguir e também o volume de estudantes que mudam de curso, de área. Por que esse aumento, numa época em que existem muito mais opções de carreira do que antigamente?
Karla Carvalho - Porque alguns alunos escolhem a carreira pensando no retorno financeiro ou status, e no decorrer do curso se deparam com a falta de identificação, e passam a se preocupar se quando formados vão conseguir atuar, fazendo com que na metade do curso troquem de área.
CE – Fale um pouco sobre a Psicopedagogia:
Karla Carvalho - A Psicopedagogia é um campo de atuação em Saúde e Educação que lida com o processo de aprendizagem humana: seus padrões normais e patológicos considerando a influência do meio - família, escola e sociedade - no seu desenvolvimento, utilizando procedimentos próprios da Psicopedagogia. Tem sido aceita e reconhecida como especialização pelo INEP/MEC.
É reconhecida academicamente através das produções científicas materializadas em teses, publicações e reuniões científicas organizadas pelo nosso órgão de classe Associação Brasileira de Psicopedagogia e por outros órgãos representados pelos profissionais e áreas afins. A formação é feita em cursos de especialização em universidades públicas e particulares. Não há atualmente, portanto, como desconhecer o papel relevante desta profissão que tem contribuído para a integração de crianças, adolescentes e adultos que por diferentes razões estão desarticulados do sistema escolar e de instituições onde a aprendizagem é o centro.
Diferentemente dos primórdios do movimento educacional preocupado em compreender as razões do insucesso das crianças na escola, buscando apenas no aluno as respostas, a tendência contemporânea é considerar o insucesso enquanto sintoma social e não apenas como uma patologia do aluno.
Karla Carvalho é pedagoga, psicopedagoga, empreendedora e assina o site Psicopedagogiaonline.
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