RAINHA

O despertador não precisou tocar. Eu acabei acordando ele. Rsrsrs
F-a-e-n-a. Esse nome não me sai da cabeça. Acho que nunca levantei tão rápido numa segunda-feira.
Minha mãe com o café da manhã. Não deu. Não descia. Um bolo estava entalado na minha garganta e um frio na minha barriga.
De repente eu estava em outra esfera. Eu abraçado com a Faena, passeando no Shopping.... “Que foi”, era minha mãe me perguntando por que estava sorrindo. Eu? Estava. Se ela soubesse onde e com quem estava.
O ônibus não atrasou e eu comecei a lamentar. Quando o colégio se aproximava eu já não queria ver a Faena. Que tipo de sentimento é esse?
“Para de ser mané, Sr. Léo”. Era eu para mim mesmo.
Cheguei.
Imagine um forno. Agora imagine esse forno cada vez mais quente, quente e quente... Era assim que eu sentia meu rosto.
Faena passou por mim e só “oi” como sexta-feira, como o ano inteiro.
Quer dizer que ela não percebeu nada? Não valeu nada?
Ela está em outra? E eu?
Pensei em não entrar na aula. Não dá. Tá no fim, preciso fechar as notas.
Sentei no meu lugar. Olhava para a Faena e nada. Igualzinha se comporta todo dia. Como?
Peguei o celular e disparei uma mensagem para ela:
“Faena, princesa do meu reino”.
Vi que ela pegou o celular e leu. Deu risada. Começou a digitar a resposta.
Yessssss. Muito bom.
Bendito toque de mensagem.
Abri. Estava escrito:
“Princesa? Em outros reinos sou a rainha.kkkk. bjs.”
Ohhhhhhhhhhhhhhh!
Ela gosta de outro.
E agora?
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