SÁBADO DA FAENA

Acordei e a casa estava um silêncio, explicado pelo bilhete que minha mãe deixou. Em resumo, houve uma expedição para ir comprar o vestido da Liah para a formatura. OK.
Aliás, quando li “formatura” me deu até um frio na barriga. O que falar para a Natália para que ela não se desespere e venha para cá e para que também ela não desanime... Depois da formatura tenho que encontrá-la. Falarei com o Ricardo.
Peguei o violão.
Liguei pelo Skype para a Faena. Faz tempo que ela merece um agrado...
Foi só ela atender e falar “oi, meu amor”... que comecei a cantar músicas minhas mesmo.
Falei que estou compondo para ela.
É verdade. Em termos. A música está sendo feita aos pedaços e tem algumas partes que foram para outras minas... Também, não preciso explicar muito... Fala de amor.
Cada pedaço que cantava falava que estou apaixonado, que ela é o amor da minha vida.
Faena é muito romântica. Certeza que ela não vai esquecer.
Tudo muito bem.
Ela no Skype e eu vejo pela câmera, entrando atrás dela no quarto a sua mãe. Meu, queria me afundar...
_ Ah, que lindo Léo. Prazer em conhecê-lo.
_ Oi, o prazer é meu.
_ Minha filha não convida você e por isso eu decidi vir falar. Estamos te esperando hoje à noite. Vou fazer pastel, receita minha. Quero que você venha experimentar.
Parei. Engasguei. Fiquei vermelho, roxo...
_ Hoje?
_ Não tem desculpa para a namorada no sábado à noite, né?
É, não tem.
Eu vou.