TRAPAÇA

Fortíssimo concorrente ao Oscar, com dez indicações, um exagero sem dúvida, entre elas a de melhor filme, chega neste final de semana o filme “Trapaça” que, apesar do exagero hollywoodiano no Oscar, é um filme competente e bem interessante.
No elenco, entre outros, Christian Bale, que não tem nada a ver com o Batman. Para participar de “Trapaça”, Bale engordou 18 quilos. Segundo o ator foi fácil, bastou movimentar-se porco e comer muito hambúrguer e batata frita.
Essa “dieta” valeu. Bale está muito bem. O longa-metragem tem ainda Jennifer Lawrence e uma participação sempre especial do mestre Robert de Niro, um dos maiores atores de todos os tempos.
A história, ambientada nos anos 1970, também é boa e bem desenvolvida. Um grande trapaceiro tem na sua amante uma sócia para seus trambiques. A dupla consegue arrancar tudo o que as pessoas têm, acenando com bons empréstimos. Só que a polícia identifica os dois e eles terão que colaborar com o FBI.
Nesse momento o filme ganha na agilidade das cenas e no bom desenvolvimento do enredo, fruto de um roteiro excelente. Ao colaborar com agente bem atrapalhado do FBI, o casal se envolve com o mundo da máfia. Sedução, mulheres, luxo, ostentação e glamour. É claro que você sabe que são ilusórios, mas as ações demonstram a dificuldade em sair fora disso.
Mas o casal e mais o agente do FBI não param por aí. Eles acabam se envolvendo com política. Mesmo assim, atuando em várias frentes, sem o mínimo de escrúpulo, já que no filme “ninguém é santo”, tudo parece caminhar positivamente, até a mulher de Irving Rosenfeld, o trapaceiro, surge para mudar tudo. Ela vai ditar as regras do jogo.
Aproveite, além de ser um dos candidatos a “filme do ano”, o entretenimento é garantido e uma mensagem é transmitida.
Máfia? Crime? Esqueça, não entre nisso jamais.