VACINA BRASILEIRA CONTRA HIV EM TESTE

07/11/2013 21:16

            O investimento em pesquisa mostra que o Brasil tem alto potencial para fazer descobertas extremamente importantes. Esta semana começaram a ser testadas as vacinas contra o HIV, desenvolvidas pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em parceria com o Instituto Butantan.

            A pesquisa está bem avançada e se os testes forem bem sucedidos a vacina vai garantir aumento da imunidade , bloqueando assim a transmissão da Aids para outra pessoa. “O que a vacina vai fazer é reduzir muito a quantidade de vírus e matar as células que estão infectadas. Mas ela dificilmente vai erradicar a infecção”, afirmou à Agência Brasil Edécio Cunha Neto, um dos pesquisadores responsáveis pelo projeto.

            Quatro macacos estão recebendo doses da vacina que contém partes do vírus e em seguida vão receber um vírus modificado que causa o resfriado com o objetivo de desenvolver um imunizante. Numa segunda fase, serão testadas as vacinas em 28 macacos com três tipos de vírus diferentes. .

            O diferencial dessa pesquisa, segundo o pesquisador, é que a vacina vai usar partes do vírus que não se alteram de um HIV para outro. “Um dos grandes problemas de se fazer uma vacina contra o HIV é que ele é hipervariáveis. O genoma do vírus pode variar até 20% entre dois pacientes”, explica.

            O projeto tem como objetivo criar uma vacina capaz de funcionar nos mais variados HIVs e num grande número de pessoas. Os macacos são considerados fundamentais,  já que a partir das quatro combinações diferentes testadas nos animais, a que der melhor resultado vai ser testada em humanos.

            Diante dos protestos e da polêmica no uso de animais em pesquisas, Cunha disse à Agência Brasil que o uso de animais em experimentos é importante para a observação do organismo inteiro,  e que não pode ser substituído por um teste de cultura ou de laboratório mais simples. ‘Neste estudo os animais não sofrem de maneira nenhuma e são muito bem tratados. Os animais são anestesiados até mesmo para colher sangue ou receber a vacina”, completa.